Os felinos de hoje vivem muito mais do que há alguns anos atrás. Hoje, as pessoas levam seus gatos mais freqüentemente ao veterinário, estão mais informadas sobre vermifugação, vacinação, castração, alimentação correta, enfim, estão sabendo lidar melhor com seus bichinhos de estimação. Em conseqüência disso, eles estão vivendo mais e melhor. E por estarem chegando aos seus 18 a 20 anos, estão apresentando doenças características dos idosos, o que antes não acontecia, porque antigamente os felinos domésticos morriam antes de chegarem a essa etapa. Portanto, é importante que você leve seu gato idoso (após 9 anos de idade) para consultas e exames periódicos (a cada 6 meses), para que essas doenças sejam detectadas o mais rápido possível, pois quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso no tratamento. Exemplos dessas doenças como Diabetes mellitus, hipertireoidismo, insuficiência renal crônica, hipertensão e neoplasias, serão discutidas resumidamente neste texto.

 

 

Ø  INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

O rim é o órgão responsável pela filtração do sangue, eliminando as toxinas e devolvendo alguns minerais importantes ao organismo. Portanto, quando há algum problema nesse órgão, o equilíbrio mineral do organismo fica prejudicado e as toxinas que deveriam ser eliminadas ficam retidas no organismo causando enorme prejuízo à saúde do indivíduo.

A insuficiência renal crônica ocorre devido à perda de função de mais de 75% do rim (e é quando os sinais clínicos se tornam mais aparentes), fazendo com que o sangue não seja filtrado corretamente. Com isso, o gato pode apresentar aumento na ingestão de água e no volume de urina, vômitos, perda de apetite, apatia, emagrecimento e alterações neurológicas. No entanto, tem gatos que apresentam somente apatia e emagrecimento. A insuficiência renal crônica, na maioria das vezes, vem acompanhada de aumento da pressão arterial, devido ao mecanismo de defesa que os rins lançam mão com o intuito de reverter a doença renal. E isso, só vem a agravar o problema renal. Além disso, a hipertensão arterial pode causar alteração neurológica e cardíaca, descolamento de retina e cegueira.

A insuficiência renal crônica não tem cura e pode levar à morte rapidamente. Porém, quando detectada no início, ela pode ser controlada com tratamento adequado e o gato pode viver por mais alguns anos, com boa qualidade de vida.

 

Ø  NEOPLASIAS

Neoplasia é o nome dado cientificamente ao resultado do crescimento desordenado de células com aspecto diferente das demais células do organismo. Vulgarmente é denominado de tumor ou câncer. As células neoplásicas ou cancerígenas têm a habilidade de entrar em vasos sangüíneos ou linfáticos e atingir órgãos distantes de sua origem, o que vem a se chamar metástases.

Os gatos acometidos podem apresentar sinais clínicos variados, dependendo do órgão acometido, mas no geral os proprietários relatam emagrecimento repentino e apatia do bichano. Se a neoplasia se localizar em algum órgão do abdômen, é possível palpar uma massa que pode ser quase imperceptível ou mesmo tomar todo o espaço abdominal. O tumor costuma causar dor, pois comprime as estruturas e órgãos adjacentes.

Poucos são os recursos para tratar neoplasia na veterinária. Quimioterapia, radioterapia e crioterapia (as duas últimas inexistentes no estado do ES) podem ser realizadas, mas as chances de cura vão depender do tipo de tumor e estágio em que se encontra, sendo que, na maioria das vezes essas chances são remotas. No início de seu aparecimento, dependendo do local em que está localizada, a neoplasia pode ser retirada com sucesso cirurgicamente, desde que por meio de técnicas adequadas. O gato com neoplasia em estado avançado vem a óbito muito rapidamente e, geralmente, possui má qualidade de vida.

 

Ø  HIPERTIREOIDISMO

Essa doença ocorre devido à disfunção da glândula tireóide e, na maioria das vezes, é provocada pela presença de tumor nessa glândula. O gato com hipertireoidismo apresenta aumento no metabolismo, ocorrendo assim, uma série de sinais clínicos como diarréia, vômitos, alteração comportamental (geralmente agitação), emagrecimento acentuado, apetite voraz, aumento na ingestão de água e no volume de urina excretado, além de hipertensão arterial. Muitas vezes, há somente um sinal clínico aparente, dificultando o diagnóstico precoce. A doença por si só não causa a morte do gato, o que causa sua morte são as conseqüências da doença, como a hipertensão, alteração cardíaca e lesão renal (conseqüente à hipertensão).  Quanto mais rápido o hipertireoidismo for tratado, menor as chances de o gato ser acometido pelas conseqüências da doença e morrer.

 

Ø  DIABETES MELLITUS

Esta é uma doença endócrina comum nos felinos. Ela ocorre devido ao comprometimento da função e/ou destruição das células do pâncreas (células β), ocasionando aumento de glicose no sangue.  Devido a isso, o gato diabético apresenta sinais clínicos como aumento na ingestão de água e de comida, exagerada excreção de urina e perda de peso. No diabetes complicado, onde o organismo passa a produzir elementos denominados corpos cetônicos causando acidose metabólica, o gato apresenta perda de apetite, vômito, desidratação e apatia, tratando-se de uma emergência clínica.

            O gato pode apresentar diabetes dependente de insulina que, como o próprio nome diz, necessita da aplicação de insulina para manter os níveis normais de glicose, ou pode apresentar diabetes não-dependente de insulina que, não precisa da aplicação de insulina, mas somente de um medicamento hipoglicemiante oral ou então, de modificação da dieta para gatos diabéticos.

            O diabetes, seja ele complicado ou não-complicado, dependente de insulina ou não-dependente de insulina, pode levar o gato à morte.

 

 

CUIDE DO SEU GATINHO IDOSO! NESTE MOMENTO ELE PRECISA MAIS DO QUE NUNCA DE VOCÊ.

Um abraço,

Drª Cynthia Brandão da Costa – CRMV 637-ES

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